“Mercados agrícolas sentem a fraqueza da demanda e a forte força da oferta que se aproxima. Soja caiu 3 centavos durante a semana, milho 2 centavos e trigo subiu 8 centavos. O mercado, de modo geral, tem dado oportunidades de vendas com base CBOT, porém o Dólar versus o Real não ofereceu grandes oportunidades, chegando a testar mínimas dia de hoje de R$ 5,16. Porém no final reagiu fazendo altas de R$ 5,27.” – Ginaldo de Sousa
Commodities agrícolas em CBOT fecharam o último pregão do mês em forte baixa em CBOT, refletindo movimento de realização de lucros típico de virada de mês, além do acompanhamento das perdas nas commodities energéticas e da recuperação do dólar. O prêmio de risco geopolítico observado no início da semana vem sendo retirado pelo mercado, à medida que o foco retorna aos fundamentos, com aumento das expectativas de uma safra de soja excepcional no Brasil e melhora das condições climáticas na Argentina a partir de 1º de fevereiro. Com isso, os mercados passam a se posicionar para a entrada de grandes volumes de oferta sul-americana nas próximas semanas.
Janeiro terminou com 66% menos chuva na principal região agrícola da Argentina, reduzindo o potencial de rendimento da primeira safra de soja, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário. A precipitação média ficou abaixo de 40 mm, frente ao normal de 110 mm, com impacto mais severo em Buenos Aires e no nordeste do país. Na região central, a chuva representou apenas 35% do normal. A soja precoce atravessa fase crítica, com 60% em frutificação, 5% em enchimento de grãos e 35% ainda em floração.
Segundo o modelo GFS gerado nesta tarde, a previsão para os próximos 10 dias no Brasil indica volumes intensos no nordeste do MS, enquanto acumulados leves a moderados devem atingir o PR, SC, e boa parte do centro-oeste, sudeste e MATOPIBA. O RS continua com previsão de clima seco. Para a Argentina, o modelo aponta volumes leves a moderados em Buenos Aires, La Pampa, San Luis, Santiago Del Estero, Santa Fé e Córdoba.